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A palavra chinesa “Crise” é formada por dois caracteres: “perigo” e “oportunidade”

Roselake Leiros      sexta-feira, 2 de março de 2018

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A humanidade já enfrentou crises por toda a sua história, desde desastres naturais a calamidades causadas pelo próprio homem.

 

As empresas enfrentam crises similares, eventos internos ou externos podem causar grandes ameaças a uma organização. Imprevisíveis por natureza, elas exigem ação e uma rápida tomada de decisão de seus líderes.

 

A globalização aumentou a complexidade do mundo dos negócios, já que eventos em um país podem afetar uma empresa em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as comunicações digitais 24 horas por dia, todos os dias, fazem com que as notícias cheguem mais longe e corram mais rápido. O resultado é que as crises parecem ser mais comuns do que eram na era pré-digital.

 

Respondendo à crise

A natureza aleatória das crises implica que elas podem acontecer em qualquer lugar. As crises típicas incluem falhas tecnológicas; questões trabalhistas, como greves e fraudes; perda inesperada de fornecimento ou aumento de preços nas matérias-primas; e desastres naturais. Toda crise tem o potencial de estragar os lucros de uma empresa e sua reputação. A extensão em que ela é capaz de enfrentar uma crise e limitar seu estrago é determinada pela habilidade em responder de forma rápida e adequada.

 

Planejamento e decisões

A gestão efetiva de crises envolve um planejamento cuidadoso, de modo que, se elas acontecerem, a resposta poderá ser calma e profissional. Isso envolve saber rapidamente o “quem, o quê, quando, onde e como” de uma crise dentro das primeiras horas mais críticas. Qualquer crise – não importando quão pequena ela seja, pode vir à público, logo a resposta da empresa deve ser rápida. A opinião pública afeta a confiança do consumidor.

 

A liderança durante uma crise é particularmente importante, já que uma tomada de decisão ligeira e efetiva é crítica. Qualquer empresa reconhece que, se uma crise for bem administrada, o estrago poderá ser minimizado e sua reputação até mesmo fortalecida. Conforme disse o presidente norte-americano John F. Kennedy, “em chinês a palavra crise é composta de dois caracteres – um representa o perigo, e o outro, a oportunidade”.

 

Segundo Janice Marturano, que foi executiva da General Mills, além de ter trabalhado na Panasonic e na Nabisco, para que o líder se destaque e consiga direcionar seu time em meio ao caos, é essencial que ele tenha 2 qualidades:

 

  1. Habilidade do líder para conectar – conectar-se consigo mesmo, com os outros e com a sociedade mais ampla

 

Consigo mesmo: estar conectado com seus valores e à sua ética. É o leme que nos guia em meio ao caos.

 

Com os outros: a profundidade com que nos conectamos com os outros de maneira autêntica marca a diferença entre aquele tipo de ambiente organizacional onde se valoriza a inclusão e aquele que é insular, que permanece dividido em bolhas quase sem comunicação umas com as outras. É essa inclusão que dá o tom em um ambiente de trabalho em que as pessoas são respeitosas e colaborativas.

Com a sociedade: é saber ter visão de conjunto e não se deixar prender pelas minúcias de um objetivo único. É através dessa conexão mais abrangente que as grandes organizações dão sentido à sua própria existência e inspiram seus funcionários.

 

  1. Habilidade do líder para implementar ou dirigir processos de mudança com discernimento

 

A palavra mais importante aqui é discernimento – liderar, não simplesmente dando ordens e controlando as pessoas, mas colaborando e escutando com abertura e curiosidade, bem como, muitas vezes, vontade de viver em meio à ambiguidade até que se torne clara a melhor decisão. É também essa habilidade que alimenta a disposição do líder para defender uma posição mais ousada, guiar a organização por caminhos novos e aceitar os fracassos tornando-os como experimentos que proporcionam aprendizado.

 


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